Circuito Brasileiro

  • Crédito: Arquivo Pessoal

    Fernanda Berti com a tipoia: seis meses de recuperação.
  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Fernanda Berti e Taiana: auge da dupla foi o vice mundial.

Por cirurgia, Berti desfaz dupla com Taiana

Atleta retorna às quadras daqui a seis meses e libera parceira para formar novo time
Por: Altair Santos e João Teixeira - 08/12/2015 11:04:17

O auge da dupla Fernanda Berti e Taiana ocorreu em julho deste ano, quando as atletas chegaram na final do Campeonato Mundial disputado na Holanda. A derrota na decisão, para a dupla brasileira Ágatha e Bárbara Seixas, não tirou o brilho do time, que agora se desfaz. Por causa de uma cirurgia recente no ombro direito, Berti liberou Taiana para buscar uma nova parceria.

“Eu e a Taiana estávamos sem patrocínio e não tinha como manter o time. Ela precisa jogar, tem um vôlei de alto nível e coube a mim me retirar da equipe. Saí do time e a Taiana vai montar a dupla dela. Depois, quando eu voltar, vamos ver o que acontece. Temos um bom relacionamento e foi muito triste falar tchau para todo mundo. Não é fácil”, afirmou Fernanda Berti.

Aos 30 anos, é a primeira vez que a atleta fica tanto tempo parada, por causa de uma lesão. “Já vinha com dores no ombro desde os tempos de vôlei de quadra. Estou há três anos no vôlei de praia e neste último ano elas ficaram mais intensas. Tinha duas lesões muito importantes. Um tendão meu estava quase rompido. A cirurgia era inevitável e, no ombro, é sempre mais delicada a recuperação, pois envolve muitas articulações”, explica.

Ainda usando tipoia, Berti ficará um mês inativa. Após quatro meses de cirurgia é que ela começará a intensificar os treinamentos. A estimativa é de que retorne em seis meses. “É uma sensação estranha, pois desde os nove anos nunca fiquei três meses sem jogar vôlei. Mas minha expectativa é de que no Circuito Mundial, que começa mais cedo, por causa das Olimpíadas, eu possa participar”, afirma a atleta.

Artista plástica nas horas vagas, Fernanda Berti tem usado o tempo ocioso para pintar. “Já fiz alguns quadros com a mão esquerda. Quem sabe não dê para fazer uma vernissage”, brinca. Sobre a formação de uma nova dupla, ela afirma que não pensa nisso por enquanto. “Estou com a cabeça focada 100% na minha recuperação”, diz, garantindo que estará na torcida pelas duplas brasileiras que representarão o Brasil nas Olimpíadas. No entanto, ela alerta que é preciso tomar cuidado com as duplas da Alemanha, dos Estados Unidos, do Canadá e da Austrália.


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