Circuito Brasileiro

  • Crédito: Paulo Frank/CBV

    Aplaudido pela torcida, Vitor Hugo posa com a bola do jogo em Curitiba.
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    Companheiros de décadas, time de arbitragem homenageou Vitor Hugo.
  • Crédito: Paulo Frank/CBV

    Gaúcho recebeu o carinho dos atletas, como o banho dado por Bruno Schmidt.

Vitor Hugo se aposenta da arbitragem

Com 32 anos de experiência, árbitro internacional encerra carreira em Curitiba
Por: Rafael Nascimento - 08/12/2015 10:23:27
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Além dos títulos de Alison/Bruno Schmidt (ES/DF) e Larissa/Talita (PA/AL), a etapa de Curitiba do Circuito Brasileiro, a quinta da temporada 2015/16, teve outro grande momento. Durante a decisão do torneio masculino, Vitor Hugo Mello de Oliveira “pendurou” o apito após 32 anos de arbitragem, e foi homenageado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

Gaúcho, da capital Porto Alegre, Vitor Hugo acompanhou de perto todo o desenvolvimento do vôlei de praia, no Brasil e no exterior. Em 1996, participou da primeira turma que formou árbitros internacionais, e iniciou a consolidar sua trajetória, participando ativamente de Campeonatos Mundiais, Circuito Mundial e ainda Jogos Pan-Americanos.

Aos 55 anos, Vitor Hugo ainda poderia ter mais cinco anos no comando dos principais jogos do Circuito Brasileiro, mas a decisão em parar agora tem um motivo nobre: como coordenador de arbitragem, preparar terreno para as novas gerações de árbitros. “Comecei em 1983, quando fiz o curso de arbitragem, e de lá para cá foram 32 anos ininterruptos nas areias. Agora temos uma nova perspectiva, passar para os mais novos minha experiência, e continuar atuando na retaguarda. No Brasil poderia atuar até os 60 anos, mas optei por não continuar por acreditar que no potencial da nova geração. Como coordenador de arbitragem, a gente já vem preparando outros árbitros, e o objetivo é justamente esse, que haja uma renovação”, afirma Vitor Hugo.

Pelas regras da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) os árbitros podem atuar até atingirem 55 anos, e Vitor Hugo encerrou sua trajetória internacional durante o Open do Rio de Janeiro no Circuito Mundial, realizado em setembro. A Cidade Maravilhosa tem um lugar especial no coração do gaúcho, já que foi o palco das primeiras e últimas apitadas do agora ex-árbitro.

“1996 foi um ano bem difícil, mas ao mesmo tempo muito especial. Em 1996, tive a oportunidade de fazer parte da primeira turma no mundo para árbitro internacional, evento que aconteceu no Rio de Janeiro. Na época não tínhamos uma prévia para saber como as coisas iam andar, então foi muito difícil. E 2015 também foi um ano muito prazeroso, peguei etapas fora do país e tive a felicidade de encerrar a carreira internacional na mesma praia que iniciei minha trajetória, no Brasil. Foi um encerramento perfeito, sem dúvida”, relembra.

Ao fim da carreira, Vitor Hugo faz um balanço das mudanças de regra, da época que a vantagem ainda predominava para as atuais e – claro – do carinho e contato com os atletas, protagonistas do jogo. “O início do vôlei de praia era muito diferente. Os atletas seguem dominando o cenário, até porque a competição é feita em função deles, mas a arbitragem não tinha o poder e a força que tem hoje, disciplinarmente falando. Houve uma evolução da regra e passamos a ter muito mais controle do jogo, principalmente no lado disciplinar. Participamos de jogos realmente memoráveis, com Sinjin Smith e Randy Stoklos, Franco e Roberto Lopes, o próprio início de carreira do Emanuel com o Zé Marco. Realmente foi uma honra fazer parte de todos esses momentos, e eles fizeram parte da minha vida no voleibol”, finaliza Vitor Hugo.



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