Circuito Brasileiro

  • Crédito: Paulo Frank/CBV

    Elzir de Oliveira atento às regras durante Open de Niterói (RJ).
  • Crédito: Paulo Frank/CBV

    Elzir Martins de Oliveira e Mário Ferro estarão no torneio olímpico em Copacabana.

Definida arbitragem brasileira nos Jogos

Sede olímpica em 2016, Brasil contará com dois representantes em Copacabana
Por: Redação - 01/02/2016 15:47:57
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Além do talento dentro de quadra, onde acumula resultados expressivos e desponta entre os favoritos à conquista de medalhas nas Olimpíadas do Rio 2016, o vôlei de praia brasileiro contará com representantes fora das quatro linhas nos Jogos realizada no Brasil. Serão os árbitros Elzir Martins de Oliveira e Mário Ferro, que foram selecionados para atuar no torneio olímpico na praia de Copacabana.

Ambos estiveram em ação no Open de Niterói (RJ), 6ª etapa do Circuito Brasileiro e vencida no último final de semana por Larissa/Talita, no feminino, e Oscar/André Stein, no masculino. Será a terceira participação olímpica do carioca Elzir de Oliveira, professor de Educação Física e mestre em Sistemas de Gestão. Aos 53 anos, o experiente árbitro acumula quilometragem no apito nos Jogos de Sidney 2000 e Atenas 2004, além de 24 temporadas dos Circuitos Brasileiro e Mundial e ainda sete campeonatos mundiais.

Em meio ao vasto currículo, o torneio olímpico em Copacabana será seu último ato – Elzir completa 30 anos na função em 2016 e se aposenta após os Jogos. Pelas regras da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) os árbitros podem atuar até atingirem 55 anos, enquanto que no cenário nacional a idade limite é de 60 anos.

“Completar 30 anos de arbitragem no Rio de Janeiro, onde eu comecei, é realmente especial. O Rio é a minha cidade, e será minha última participação, pois ao final dos Jogos me aposento como árbitro e seguirei na carreira de supervisor da Federação Internacional”, afirma Elzir.

Seguindo os passos do colega Elzir, Mário Ferro também foi selecionado para atuar em Copacabana. Administrador de empresas e Professor de Matemática, o maranhense atua pela Federação de Vôlei do Distrito Federal e faz parte do quadro de árbitros internacionais desde 1996. Será sua primeira participação olímpica em 20 anos de arbitragem.

Orgulho de representar o país

O sentimento, segundo ele, é o mesmo de um atleta que defenderá seu país nos Jogos. “Para nós, esta é a maior realização e estou muito feliz. O fato de os Jogos serem no Brasil faz com que tudo seja mais especial ainda. Quando participamos de competições em outro país, a responsabilidade é diferente, aqui as pessoas te conhecem, então o sentimento é diferente. Com esta participação nos jogos eu completo um ciclo, pois já apitei em Pan-Americano, Copas do Mundo, Jogos Militares, Sul-Americano e mundiais de base”, comemorou Mário Ferro.

Para Carlos Rios, presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV), a designação dos profissionais para atuar nas Olimpíadas ressalta a qualidade da arbitragem nacional.  “É motivo de orgulho para todo o voleibol brasileiro, um reconhecimento à qualidade técnica de nossos árbitros”, disse.

Com visão de aproximadamente 50 centímetros acima da rede, o 1º árbitro atua na cadeira de arbitragem, localizada em uma das extremidades da rede. Cabe a ele a palavra final sobre tudo que envolve a partida. Desde a inspeção da área de jogo e equipamentos, controle do aquecimento das equipes e, claro, reger o jogo e conduta dos atletas de acordo com as regras. Com o código do vôlei de praia sobre o braço, o primeiro árbitro ainda conduz o trabalho da equipe de arbitragem, composta também pelo segundo árbitro, apontador e os quatro juízes de linha.

Além de Elzir Martins de Oliveira e Mário Ferro, completam o time de árbitros brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 o paranaense Paulo Tursi e o capixaba Rogério Espicalsky, que atuam no vôlei de quadra.



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