Circuito Mundial

  • Crédito: FIVB.

    André e Evandro voltam ao local da conquista da medalha de ouro do Campeonato Mundial.

Em lados opostos, Evandro e André retornam à Viena

Com parceiros diferentes, brasileiros retornam ao palco da conquista do Campeonato Mundial
Por: Redação - 30/07/2018 13:18:47
1.460 visualizações

Um pouco mais de um ano depois de conquistar a medalha de ouro no Campeonato Mundial de Viena, Evandro e André retornaram à capital da Áustria, mas em lados opostos. A partir desta quarta-feira, os brasileiros iniciam com parceiros diferentes a campanha na etapa cinco estrelas do Circuito Mundial. Evandro com Vitor Felipe e André ao lado de Alison.

Quando Evandro e André venceram o Campeonato Mundial de 2017 em Viena, foi difícil não prever os brasileiros dominando o cenário internacional por um tempo. Afinal, ambos são jovens e tinham potencial para isso.

Seus resultados continuaram chegando nos meses seguintes, incluindo a medalha de prata no WT Finals de Hamburgo e o título do Circuito Mundial e Brasileiro. Mas as coisas mudam rapidamente no vôlei de praia e, um ano depois de sua conquista histórica em Viena, Evandro e André estão prontos para voltar ao torneio na Ilha do Danúbio para competir no Major de Viena.

A união terminou em maio, quando André decidiu se juntar ao campeão olímpico Alison Cerutti e Evandro escolheu Vitor Felipe para ser seu próximo companheiro de equipe.

"Eu certamente não esperava voltar a Viena um ano depois com um parceiro diferente e acho que André também não", admite Evandro, em entrevista ao site Beach Major Series. “Nosso ciclo juntos foi muito positivo e conseguimos muito. Sou grato pelo tempo que tivemos como parceiros, mas agora estamos focados em nossas novas equipes e tentando fazer elas funcionarem”, afirma.

No entanto, como os dois retornam à Viena para perseguir seus objetivos particulares, é impossível evitar as lembranças da campanha do ano passado na capital austríaca. Sua dura vitória sobre os donos casa Clemens Doppler e Alexander Horst na disputa pela medalha de ouro em uma quadra central é certamente uma das que ainda estão muito vivas em suas mentes.

“Tenho um punhado de ótimas lembranças, mas um momento que sempre me vem à mente é a sequência no saque no final do primeiro set”, exalta Evandro. “Eu marquei três pontos seguidos para ganhar o set para nós e isso mudou o jogo. Estar em uma final e contra a equipe da casa, isso é certamente uma lembrança que eu carregarei para o resto da minha vida”, confessa.

O ano passado em Viena também foi muito significativo para André, que aos 22 anos tornou-se o jogador mais jovem a conquistar o Campeonato Mundial. O capixaba está ansioso para se reunir novamente com os fãs austríacos, mas sabe que uma nova batalha vai começar quando pisar na ilha do Danúbio.

"Sempre que você ganha um torneio, você constrói essas grandes memórias e essa foi de longe a minha maior vitória, então Viena é muito especial para mim", começa André. "Estou muito animado para voltar lá, a energia é apenas diferente. Não posso esquecer a quadra lotada na final e tenho certeza de que os fãs voltarão neste ano e o evento será incrível novamente. Mas sei que, apesar de ter vencido o ano passado, vou ter que ganhar tudo de novo”, diz.

Para Evandro, atleta olímpico da Rio 2016, o Campeonato Mundial de 2017 ocupa um honroso segundo lugar em sua lista de conquistas na carreira.

"É difícil competir com a sensação que tive quando joguei as Olimpíadas na minha cidade natal, na frente da minha família e dos meus amigos", explica. “Mas eu coloquei Viena lá em cima. Foi uma semana fantástica e não posso esperar para voltar neste ano. Eu estou realmente ansioso para jogar lá novamente”, revela.

O bloqueador de 2,10m de altura e seu parceiro Vitor chegam à capital austríaca tentando se recuperar da eliminação na fase de grupos do Major Gstaad. A breve união, no entanto, teve mais altos que baixos, já que a equipe conquistou a medalha de prata na etapa quatro estrelas de Varsóvia, terminou em quarto lugar em Espinho e em quinto em Ostrava.

"Tivemos bons resultados até agora, exceto em Gstaad", acrescenta Evandro. “Vitor estava doente e ele não podia jogar bem, mas isso não é desculpa, nós deveríamos ter feito melhor. Mas, no geral, estamos indo bem e os resultados mostram que estamos indo na direção certa. Com a incrível equipe de coaching que temos, tenho certeza de que continuaremos progredindo e atingiremos nossas metas”, finaliza.

Por outro lado, a caminhada tem sido um pouco mais difícil para André e Alison. Os brasileiros disputaram os mesmos quatro eventos e o quinto lugar em Varsóvia foi o momento mais brilhante, já que foram eliminados na repescagem em Ostrava e na fase de grupos em Espinho e Gstaad.

Para André, tudo faz parte do processo. "Nós esperávamos que tivéssemos essas lutas iniciais e é uma coisa boa que estamos passando por elas e aprendendo com elas, então não há nada de errado com a gente", analisa André, que completa.

“Jogamos esses eventos apenas tendo praticado juntos por duas semanas e, claro, nossa química precisa melhorar muito. Mas, ao mesmo tempo, considerando nossa qualidade individual, sabemos que podemos ganhar qualquer torneio e estamos tentando fazer o melhor possível para obter melhores resultados. Mas precisamos ser pacientes e continuar trabalhando”, encerra.

O Major de Viena acontece entre os dias 1º e 5 de agosto.


Gol Linhas Aéreas Nissan
Compartilhe



Veja também...

    Deixe um comentário

    Seu e-mail não será publicado. Campos Obrigatórios *

    Publicidade
    Publicidade
    Publicidade