Circuito Mundial

  • Crédito: FIVB

    Jefferson (esq.) comemora vitória sobre dupla russa na final do Open de Kish Island.
  • Crédito: FIVB

    No pódio, passou um filme na cabeça de Jefferson, que não teve chances no Brasil.
  • Crédito: Cherif Younousse

    Jefferson posa com exclusividade ao Amo Vôlei de Praia após conquista no Irã.

CBV nunca gostou de mim, desabafa Jefferson

Brasileiro ganha Open de Kish Island e entra para a história do vôlei de praia do Catar
Por: Rafael Nascimento,
João Teixeira e Altair Santos - 19/02/2016 15:04:44


Campeão do Open de Kish Island, encerrado nesta sexta-feira no Irã, o brasileiro Jefferson Santos Pereira, que é naturalizado pelo Catar, usou o título inédito para desabafar. Segundo ele, no Brasil ele sempre sofreu preconceito da CBV por causa da altura (1,82m). “Havia preconceito com a minha altura e a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) nunca gostou de mim. Sem oportunidade, vim buscar aqui no Catar meu sonho de disputar o Circuito Mundial e de jogar uma Olimpíada”, revela.

Esse sonho começou em 2011, quando o técnico Anjinho abriu uma oportunidade para Jefferson atuar no país árabe. Ele era técnico lá e também amigo do treinador da Federação do Catar. "O convite ocorreu em 2011, mas daí tive que esperar eles acertarem tudo até confirmar minha viagem. Lembro quando cheguei lá: estava acontecendo as Olimpíadas de Londres de 2012”, relata. Agora, Jefferson, 26 anos, vê a possibilidade de materializar a disputa dos Jogos Rio 2016.

Para isso, ele e Cherif terão que ganhar a Continental Cup, que envolve duplas da Ásia e da Oceania no torneio que ocorre em junho deste ano, na Austrália. Para chegar com moral na disputa, Jefferson avalia que o título desta sexta-feira foi muito importante. "Foi muito boa essa conquista. Não só para a gente ganhar confiança, mas para os adversários ficarem com medo da gente e nos respeitarem. Isso também ajuda no nosso objetivo, que é conquistar uma vaga nas Olimpíadas. Mas teremos que focar no torneio asiático (Continental Cup, que garante à dupla campeã vaga nos Jogos Rio 2016)”, afirma.

Jefferson e Cherif Younousse, que é nascido no Catar, estarão no Brasil no Grand Slam do Rio de Janeiro e no Open de Vitória do Circuito Mundial. Os torneios serão preparatórios para eles chegarem embalados na Continental Cup. O brasileiro avalia que as duplas concorrentes à única vaga nos Jogos são as da Austrália e do Casquistão, seguidas de Japão e China. Apoio para conquistar a vaga não vai faltar. “O vôlei de praia é o esporte que mais cresce no Catar”, garante Jefferson.

A dupla é ídolo no país, bem diferente de quando o brasileiro chegou no Oriente Médio. “No começo, eles investiam pouco e quando perdia uma partida já queriam acabar com tudo. Aos poucos foram mudando esse conceito e hoje já investem mais na praia do que na quadra, pois a praia está trazendo os melhores resultados”, revela Jefferson, que alcançou as quartas-de-final do Campeonato Mundial 2015, realizado na Holanda.

Além do apoio, Jefferson destaca a evolução de seu companheiro de dupla: Cherif. “Ele está está cada vez mais confiante. O Cherif começou a jogar há menos de dois anos. Agora, está escutando mais e aprendendo mais ainda. Dei uma chamada nele e passou a confiar mais em mim. A dupla fechou”, diz o brasileiro que faz história no Catar.


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