Circuito Mundial

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    Em 2014, Markéta Slucová e Kristyna Kolocova ganharam o Grand Slam de Berlim.
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    Markéta Slucová: sucesso fora das quadras.
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    Marketá em atuação no Open de Antália, na Turquia, em 2015.
  • Crédito: FIVB

    Barbora Hermannová e Markéta Slucová: nova parceria é alto astral.
  • Crédito: Arquivo pessoal

    Markéta e Barbora, em Maceió-AL: de olho na Copa Continental.

A bela também sabe virar fera

Markéta Slucová rompeu com parceira antiga, mas não desistiu do sonho olímpico
Por: João Teixeira, Humberto Garotti e Altair Santos - 23/02/2016 17:05:34

Quando ela entra em quadra, chama a atenção. Mas não se iluda, a bela Markéta Slucová sabe virar fera quando precisa. Um exemplo foi quando decidiu romper a dupla com Kristyna Kolocova. Ela chegou até a pensar em parar de jogar vôlei de praia, caso o convite feito à atual parceira, Barbora Hermannová, não fosse aceito.

Barbora topou, e a dupla da República Tcheca está em Maceió-AL, disputando o primeiro Open da FIVB em 2016. Para elas, o torneio serve como treinamento para a Copa Continental – única chance que têm para chegar nas Olimpíadas. Mas a determinação de Markéta impressiona, assim como sua beleza. Por isso, não duvide se ela estiver na Rio 2016, em agosto. Confira a entrevista.

Por muito tempo, você fez dupla com a Kristyna Kolocova e atualmente joga com a Barbora Hermannová. Por qual motivo trocou a parceira?
Joguei com a Kristyna durante quase 12 anos, e conseguimos bons resultados. Mas tínhamos personalidades diferentes e também víamos o jogo de forma diferente. Isso passou a me custar energia extra para mantê-la ao meu lado e fazer a dupla funcionar. No ano passado, nossa parceria chegou a um ponto em que havia muito mais sofrimento e luta sobre nossas diferenças do que a alegria de dividir a quadra. O vôlei de praia é o único esporte em que um é dependente do outro. Se não houver confiança, dificilmente haverá sucesso. Não havia mais confiança e foi doloroso tomar a decisão de desfazer a dupla. Mas seria mais doloroso forçar a continuidade em algo que, obviamente, não iria funcionar mais. Avaliei a situação e encontrei apenas duas soluções: pedir a Barbora se ela queria formar uma dupla comigo ou abandonar o esporte para começar uma família. Ela concordou, e agora eu estou muito grata de ter acontecido isso. Passamos por um período bastante difícil. Mudar de parceiro de equipe na República Tcheca é muito mais difícil do que em qualquer outro país. Mas isso nos fez mais fortes e a conexão foi muito rápida. Nos damos muito bem dentro e fora das quadras, com compreensão mútua uma pela outra e uma “vibe” muito boa.

Como está o planejamento de vocês para conseguir a vaga na Rio 2016?
Sabia que se mudasse de parceira poderia entrar em uma posição de partida muito mais difícil para a Rio 2016. Mesmo não sendo mais uma equipe forte com Kristyna, tínhamos nosso lugar em uma chave principal, o que tornaria nossa vida mais fácil em turnês mundiais. Mas com a dupla antiga, apenas sobreviveria nos Jogos Olímpicos. Penso que em Olimpíadas é preciso entrar pensando em um bom resultado. Agora, com a Barbora, temos uma chance de chegar lá através da Copa Continental. Será mais difícil, mas vamos tentar.

Além do Open de Maceió, teremos mais três torneios FIVB no Brasil. Vocês pretendem jogar todos? Caso sim, escolheram alguma cidade como base de treinamento?
Sim, vamos ficar no Brasil por quatro semanas e vamos competir em todos os eventos. Há uma semana de folga antes do Grand Slam do Rio e usaremo este intervalo para treinar an própria cidade.

Como vocês estão acompanhando a epidemia de Zika Vírus no Brasil?
Isto é um grande problema, mas espero que esteja sob controle em breve. Até lá, usaremos muito repelente de mosquitos.

O que você conhece do Brasil e o que mais gosta de fazer no país fora das quadras?
Estive várias vezes no Brasil, mas apenas para competições. Não tive tempo para viajar e conhecer melhor o país. Do que eu pude experimentar, adorei a forma calorosa com que o povo recebe a gente, sempre simpático e atencioso. Fora das quadras, gosto de ficar na praia, bebendo água de coco ou comendo açaí.

Sua beleza física sempre se destaca nos torneios. Como você trabalha com isso?
Obrigada pelo elogio, mas não sou a única. Há muitas meninas bonitas nas competições e isso divide a torcida dos fãs. Pessoalmente, não levo essa questão a sério. Mas gosto de ser atenciosa com os fãs que agem com educação.

Ficamos sabendo que você é casada com o seu treinador. Como administra essa relação?
Estamos juntos há quase sete anos e ele é meu treinador há cinco anos. No começo, era apenas meu namorado, e ele me ajudava muito. A ajuda virou um trabalho em conjunto e ele se tornou o treinador da dupla. Funciona muito bem, mas claro que existem alguns malentendidos de vez em quando. Porém, sempre encontramos uma maneira de manter um nível profissional.

Esses Opens que ocorrerão no Brasil terão um alto nível nos times participantes, por estarem colocados entre um Grand Slam. Estão preparadas para esta maratona?
Vamos ver. Eu sei o que podemos jogar. Se conseguirmos trazer isso para as quadras, estou confiante de que podemos competir com todo mundo. Não serão jogos fáceis e para nós, como uma equipe nova, mas haverá muitas lições a aprender.


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