Circuito Mundial

  • Crédito: Arquivo Pessoal

    Garrido atuando como técnico do Chile: se não der em 2016, vai dar em 2020.
  • Crédito: Arquivo Pessoal

    Franco, Moreira, Roberto Lopes e Garrido, em 1990: adversários e grandes amigos.
  • Crédito: Arquivo Pessoal

    Garrido, Moreira e Giovani Rodrigues: primeira dupla do Brasil a viajar com técnico.
  • Crédito: Arquivo Pessoal

    Garrido com a equipe chilena em torneio no Canadá: a serviço do esporte.
  • Crédito: Arquivo Pessoal

    Garrido com a dupla Marco e Estebán: dupla tem chances de chegar nas Olimpíadas.

Garrido busca momento mágico no Chile

Legenda do vôlei de praia brasileiro trabalha para levar país ao primeiro torneio olímpico
Por: João Teixeira e Altair Santos - 24/02/2016 18:25:17

Nos Jogos Olímpicos de 1992, o vôlei de praia foi incluído como esporte de exibição. A dupla masculina Moreira e Garrido decidiu o torneio contra as lendas Smith e Stoklos. Era um voleibol de praia que estava dando seus primeiros passos, em um período em que Garrido foi protagonista. Não só como atleta, mas como organizador da profissionalização da modalidade no Brasil. “Ter sido o campeão do primeiro circuito brasileiro, em 1989, e participado de todo o processo de profissionalização do vôlei de praia, foi um dos momentos mais marcantes”, relembra.

Aos 48 anos, Eduardo Garrido está em Maceió-AL, onde participa do Open da FIVB como técnico da dupla chilena Marco e Estebán Grimalt. No país sul-americano desde 2013, ele foi contratado para uma missão que pode colocá-lo na história do esporte do Chile: levar a nação a participar pela primeira vez de um torneio olímpico de vôlei de praia. As chances de isso acontecer não são remotas. Marco e Estebán somam atualmente 3.130 pontos no ranking da FIVB e ocupam a 22ª colocação. Caso avance para a 17ª posição, usando os pontos que vão conquistar nos Open e nos Grand Slam, a dupla pode se garantir na Rio 2016.

Garrido assumiu esse projeto olímpico no começo de 2013. Mas caso não se concretize, o planejamento para 2020, em Tóquio, já está montado. Ele viabilizou junto ao comitê olímpico chileno a formação de equipes juvenis e sub-21. A agenda prevê a participação do Chile nas seguintes competições, em 2017: Del Sur Juvenil, que acontece em Santiago-Chile; Pan-americano sub-17, em Cochabamba-Bolívia, e Olimpíadas Sub-18, em Buenos Aires-Argentina. “Estamos começando um trabalho”, afirma.

Mas os primeiros frutos podem vir na disputa da Continental Cup, em junho. A competição coloca as duplas campeãs (masculino e feminino) nos jogos olímpicos. Se não der para Marco e Estebán chegarem na Rio 2016 via torneios da FIVB, esse caminho pode ser um atalho. Para isso, terão de passar por Argentina, Venezuela e Uruguai. “Como treinador, levar o Chile a um torneio olímpico de vôlei de praia seria um momento mágico”, admite o pernambucano Garrido.

Do alto de sua experiência, ele sinaliza os cuidados que as duplas brasileiras nas Olimpíadas precisam tomar para não serem surpreendidas. "O Brasil estará muito bem representado nos Jogos. Em 2015, as duplas que nos representarão viveram um período mágico. Porém, precisam ter consciência de que as Olímpíadas não serão fáceis. O fato de ser no Brasil dificulta mais ainda. Se souberem suportar a pressão, nossas duplas são candidatas a medalha”, avalia.

Respirando vôlei de praia 24 horas por dia, Garrido só se permite desligar três horas por semana. É quando pega sua bicicleta e pedala pelas ruas de Santiago, normalmente no domingo à tarde. Outro momento de descontração é quando vai comer nos bons restaurantes da capital chilena. “Adoro comer, mas iniciei meu Projeto 100. São 100 dias de treinamento para perder peso e chegar saudável aos 50 anos”, diz Garrido, que define sua relação com o esporte: “Não fui eu quem escolhi o vôlei de praia, foi ele quem me escolheu.”


Gol Linhas Aéreas Nissan
Compartilhe



Veja também...

    Deixe um comentário

    Seu e-mail não será publicado. Campos Obrigatórios *

    Publicidade
    Publicidade
    Publicidade