Circuito Mundial

  • Crédito: Saar Van Hoydonck

    Darya Safai percorre o mundo para conseguir apoio à causa da iranianas.

Grupo acusa FIVB de ´apoiar´ discriminação

Movimento ´Deixem as mulheres iranianas entrar nos estádios´ cansa de falsas promessas
Por: Altair Santos - 25/04/2016 10:49:41
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Um movimento que já tem adesão de boa parte do mundo segue tratado com indiferença pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol). É o “Deixem as Mulheres Iranianas entrar nos estádios”, liderado pela ativista Darya Safai, e que reivindica o direito de as mulheres do Irã poderem frequentar estádios e ginásios. Safai é fã de voleibol - tanto de quadra quanto de praia -, mas não pode frequentar as partidas quando elas são disputadas em seu país.

O Irã, assim como outros países adeptos do islamismo, também proíbe competições femininas. Mas o que o grupo reclama é que a FIVB prometeu intervir e, até agora, não fez nenhum movimento pela causa. “Após os protestos dela nos campeonatos mundiais da FIVB na Polônia, e muita conversa com os membros do conselho da FIVB, Darya conseguiu se reunir com a direção da FIVB. Ficamos esperançosos com os pronunciamentos que o presidente (Ari) Graça fez dois meses depois, mas nada melhorou. Pelo contrário, as coisas apenas pioraram”, relata uma colaboradora do movimento, que pede sigilo de seu nome.

Darya Safai tem percorrido o mundo em busca de apoio, e conseguido adesões. Mesmo assim, reclama do apoio velado das federações internacionais à discriminação, causada por questões religiosas. “Antes do banimento, um terço (1/3) dos espectadores dos jogos de vôlei do time iraniano no estádio Azadi (capacidade de 12 mil pessoas) era formado por mulheres. Agora, eles as mantêm distante dos estádios através de forças militares e ameaças. É muito importante que haja algum tipo de atenção nesse assunto, que a mídia coloque algum tipo de pressão”, apela a colaboradora.

"Não é justa a maneira que a FIVB ignora os seus próprios estatutos de discriminação. Eles não ligam para os direitos humanos", finaliza. A colaboradora entrou em contato com o amovoleidepraia através de sua página no Facebook.



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