Circuito Mundial

  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Ágatha e Bárbara Seixas comemoram a passagem para a grande final
  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Juliana e Maria Elise comemoram vaga na final contra Ágatha e Bárbara

Final brasileira no Major Series de Stavanger

Ágaha e Bárbara Seixas enfrentam as suas conterrâneas Juliana e Maria Elisa
Por: João Teixeira - 13/06/2015 09:12:18
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A grande final do Major Series de Stavanger, na Noruega, será verde e amarela. Na manhã deste sábado, Ágatha e Bárbara Seixas controlaram a partida contra as alemãs Ludwig e Walkenhorst por 2 sets a 0 (24/22 e 21/16) e se garantiram na final. Do outro lado da quadra, estarão Juliana e Maria Elisa, atuais campeãs do Circuito Mundial e que venceram as holandesas Meppelink e Van Iersel em um jogo eletrizante (2 sets a 1, com parciais de 19/21, 23/21 e 16/14). Já com a certeza de que o Brasil estará bem representado no alto do pódio, os times se enfrentam ainda hoje, a partir das 12h35 no horário de Brasília.

As bicampeãs brasileiras Ágatha e Bárbara Seixas encaram Ludwig e Walkenhorst, e levaram o ponto inicial do jogo. Com o saque em dia, as alemãs abriram 6/4. Ágatha, igualmente bem no fundamento, empatou a partida em 10/10, virando o placar no ponto seguinte. Bárbara Seixas subiu à rede para ampliar a vantagem brasileira para 14/11. As adversárias cresceram de produção no fim do set, empatando o jogo em 19/19 e salvando três points na sequência.

Com paciência, Ágatha e Bárbara Seixas fecharam a primeira parcial em 24/22. O segundo set começou em equilíbrio, mas o Brasil não demoraria para deslanchar no placar. Ágatha confirmou quatro serviços consecutivos, e levou a parceria a abrir 11/7 - vantagem que nos minutos seguintes seria ampliada para 16/10. Com cinco match points a seu favor, Ágatha e Bárbara Seixas liquidaram o set em 21/16, com a paranaense na rede, e o jogo em 2/0.

“Não foi um jogo fácil, a Alemanha tem um time muito qualificado, mas o nosso time estava muito bem preparado. Nossa equipe está de parabéns, estávamos ligadas o tempo, nas bolas que a gente tinha que marcar, e isso tornou o jogo aparentemente mais tranquilo”, disse Bárbara Seixas.

De tirar o fôlego

Já Juliana e Maria Elisa tiveram dificuldades contra as holandesas Meppelink e Van Iersel desde o início da partida. Com um bloqueio fortíssimo de Meppelink, as adversárias abriram 6/2 nos primeiros minutos. As brasileiras buscaram o jogo e diminuíram a diferença para apenas um ponto, com 16/15, após grande saque de Maria Elisa. No lance seguinte, Juliana colocou o Brasil de vez no set, chegando à igualdade com 16/16. Mas, apesar da reação, as holandesas levaram a melhor ao fim da etapa, com 21/19 em um saque para fora de Juliana.

As atuais campeãs mundiais voltaram mais vibrantes para o segundo set e marcaram pontos importantes com a camisa 1 do Brasil bem colocada na rede, largando na frente em 8/6. As holandesas não se intimidaram e em um ace de Van Iersel passaram a frente, com 14/13. Após um longo rally que levantou a torcida, as brasileiras novamente empataram em 15/15, e o jogo ganhou em emoção. A Holanda teve três oportunidades para fechar o set e o jogo, mas Juliana e Maria Elisa não apenas salvaram os match points, como reverteram a diferença e forçaram o terceiro set, com 23/21.

O equilíbrio que ditou os sets anteriores se manteve na etapa decisiva, com os times confirmando seus serviços, ponto após ponto. O Brasil conseguiu quebrar a recepção das adversárias no 11º ponto, e ampliar a vantagem para 12/10 no lance seguinte. Salvando bolas praticamente indefensáveis, a Holanda ainda buscaria reverter a desvantagem, mas a parceria brasileira fecharia o tie-break em 16/14 e o jogo em 2x0.

“Acredito que em termos de emoção tenha sido o melhor jogo do campeonato. Enfrentamos muitas dificuldades, mas a gente teve cabeça para controlar nossas emoções e mudar a estratégia. A gente foi gigante nisso, e conseguimos reverter um jogo dificílimo”, afirmou Juliana. “Brasil contra Brasil é sempre um jogo duro, a gente se estuda bastante. Temos que tentar fazer o que temos de melhor, se reinventar o tempo todos, pois elas também devem fazer isso. Estou muito feliz por termos dois times nacionais na decisão, e garantir duas medalhas para o país”, completou Maria Elisa.



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