Circuito Mundial

  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

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  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Ágatha e Bárbara Seixas vibram com o ponto do título em São Petersburgo

Ágatha e Bárbara Seixas campeãs em São Petersburgo

A Flórida vive um verdadeiro "Brazillian Day"
Por: João Teixeira - 21/06/2015 19:43:16
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O vôlei de praia nacional viveu um legítimo "Brazillian Day" - tradicional festa da comunidade brasileira que acontece em diferentes partes do mundo - nas areias de São Petersburgo, nos Estados Unidos. Na tarde deste domingo (21/06), em um duelo verde e amarelo Ágatha e Bárbara Seixas levaram a melhor sobre Juliana e Maria Elisa por 2 sets a 0 (23/21 e 21/19), em 1h01 e conquistaram o título do Grand Slam de São Petersburgo. Foi a primeira conquista da dupla em Grand Slans, e o segundo encontro consecutivo entre os times em finais pelo Circuito Mundial - semana passada, no Major Series de Stavanger, Juliana e Maria Elisa ficaram com o ouro.

Com o resultado, a dupla soma 800 pontos no ranking do circuito, e leva para casa a premiação de U$ 57.000. De quebra, Ágatha e Bárbara Seixas assumem a liderança da corrida olímpica por uma vaga aos Jogos do Rio 2016.  O pódio 100% verde e amarelo foi completo por Taiana e Fernanda Berti, que coroaram a excelente campanha, cuja largada aconteceu na fase classificatória, com a medalha de bronze ao vencer, de virada, as alemãs Karla Borger e Brita Büthe em um jogo eletrizante (17/21, 21/19 e 17/15) em 1h12min de ação.

No segundo encontro em menos de 10 dias entre as parcerias na decisão de etapas do Circuito Mundial 2015, Ágatha e Bárbara Seixas e Juliana e Maria Elisa entraram em quadra com objetivos distintos. Enquanto a cearense e a carioca buscavam o segundo título em seqüência, após vencer o Major Series de Stavanger, na Noruega, a paranaense e a carioca estavam em busca da revanche e, claro, o título da competição norte-americana - que rende 800 pontos no ranking mundial e na corrida olímpica.

Até o tempo colaborou para o confronto brasileiro e, diferentemente dos outros dias, onde o evento chegou a ser paralisado três vezes por conta de raios, o céu se apresentou sem nuvens. Sob 34º de temperatura, Ágatha e Bárbara Seixas imprimiram um ritmo muito forte no único do jogo e saíram em vantagem, abrindo 8/5. Juliana e Maria Elisa devolveram as quebras de serviço e empataram em 10/10.  Ágatha e Bárbara voltaram a acelerar o jogo e passaram novamente à dianteira, com 17/15, e chegaram a dois set points, mas as compatriotas salvaram ambos. No terceiro, após bela troca de bolas Ágatha contou com o auxílio da fita para fechar a parcial em 23/21.

No bloqueio, Juliana deu mostras que a dupla estava disposta a reverter o revés no set anterior. Mas a resposta foi quase que imediata do outro lado da rede, com Ágatha e Bárbara anotando pontos seguidamente e virando o jogo para 4/1. Mesmo em meio as investidas de Juliana e Maria Elisa, as vencedoras do SuperPraia 2015 se mantinham "on fire" - como a narração da arena anunciava. Em um ace de Bárbara Seixas, o time abriu 14/12. Só que as atuais campeãs do circuito mundial estavam ligadas no jogo, e reverteram a desvantagem com um saque preciso de Maria Elisa (17/16). As duplas seguiram alternando bons momentos até que brilhou a estrela de Bárbara Seixas. Em dois aces, a atleta fechou o set em 21/19 e o jogo em 2x1, para garantir a primeira conquista de Grand Slam da dupla.

“Não tem muito o que comparar daquela final na Noruega para hoje. Os times são acostumados a se enfrentar no circuito brasileiro, se conhecem muito bem. Mas sempre que sofremos uma derrota a gente reflete mais sofre o que precisamos melhorar, e nesse jogo entramos com muito mais atitude. Foi muito difícil chegar até a final, e a gente sabia que tinha que ir com tudo pra cima delas. O diferencial foi termos a cabeça no lugar e muita atitude˜, analisou Bárbara Seixas.

Para Ágatha a conquista também representa um presente de aniversário antecipado, já que amanhã a atleta completa 32 anos. “Um título de Grand Slam tem um sabor especial, maravilhoso. A gente faz dupla desde 2011, e começamos a jogar o Mundial desde 2012. Então são alguns anos jogando o circuito, principalmente de 2014 para cá, e faltava essa conquista. Para nós é uma felicidade imensa, vencer um campeonato contra os melhores times do mundo”, celebrou Ágatha.

Bronze dourado

Na disputa pelo terceiro lugar, Taiana e Fernanda Berti encararam as alemãs Karla Borger e Brita Büthe e largaram em desvantagem de 21/17 no primeiro set. Apesar do alto desgaste por fazer a oitava partida na competição, as atletas não se abateram e Taiana, do alto de seus 1,75m, subiu a rede para bloquear e anotar 11/10 na segunda etapa. O jogo seguiu com rallys que levantaram o público até que cearense fechou a parcial em 21/19, forçando o tie-break. Na base da vontade Taiana e Fê Berti abriram 9/3 na etapa final, mas as alemãs reagiram, virando o placar em 11/9, com 8 pontos consecutivos.

Mas a dupla estava determinada em conquistar a medalha de bronze. Após salvar três match points, a parceria fechou o set em 17/15 em um belíssimo rally, e desabaram em quadra.

"Nos preparamos muito para disputar o Circuito Mundial. Nosso início não foi como esperávamos, mas sempre tivemos a consciência de que poderíamos estar entre as melhores. Fizemos de cada jogo uma final, e esse foi o grande segredo do nosso time no campeonato. Essa medalha tem um sabor importantíssimo para a equipe, é o reconhecimento do nosso trabalho e de que as coisas estão acontecendo”, comemorou Taiana.

Corrida Olímpica

Finalizado o quarto torneio que contabiliza pontos na corrida olímpica por uma vaga aos Jogos do Rio 2016, a disputa entre as duplas brasileiras tem uma nova liderança entre as mulheres.

As campeãs do Grand Slam de São Petersburgo, Ágatha e Bárbara Seixas, somaram 800 pontos no ranking do Circuito Mundial e agora figuram na liderança da corrida olímpica, com 2.360 pontos. Vice-campeãs nos Estados Unidos, Juliana e Maria Elisa subiram uma degrau e com mais 720 pontos agora aparecem no segundo lugar , com 2.120 pontos. Larissa e Talita, que até então mantinham a ponta mas não passaram das oitavas de final em São Petersburgo, caíram para a terceira colocação, com 1.960 pontos.

Entre os homens, a liderança da corrida olímpica se manteve com Pedro Solberg e Evandro, com 2.360 pontos, seguidos por Ricardo e Emanuel, com 1.800 e Alison e Bruno Schmidt, que somam 1.520 pontos.

A corrida olímpica brasileira será definida da seguinte forma: uma dupla masculina e uma dupla feminina conquistarão a classificação para a Olimpíada de 2016 pela pontuação obtida nos nove principais eventos do Circuito Mundial 2015 (cinco Grand Slams, três Major Series e Open do Rio de Janeiro). Os times poderão descartar os dois piores resultados ao longo da temporada.

Corrida Olímpica - após quatro competições

Feminino
Ágatha e Bárbara Seixas - 2.360 pontos
Juliana e Maria Elisa - 2.120 pontos
Larissa e Talita - 1.960 pontos
Lili e Carol Horta - 1.080 pontos
Maria Clara e Carolina - 1.000 pontos
Fernanda Berti e Taiana - 800 pontos



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