Circuito Mundial

  • Crédito: Rafael Nascimento/Amo Vôlei de Praia

    Emanuel é constantemente solicitado para divulgar eventos do Circuito Mundial.
  • Crédito: Rafael Nascimento/Amo Vôlei de Praia

    Apesar de ainda esbanjar vitalidade, Emanuel define aposentadoria aos 42 anos.
  • Crédito: Rafael Nascimento/Amo Vôlei de Praia

    Seja em um olhar ou aperto de mão, a simplicidade sempre acompanhou a carreira de Emanuel.
  • Crédito: FIVB

    Lenda-viva do esporte, os 25 anos de carreira tornaram Emanuel estátua.

O vôlei de praia antes e depois de Emanuel

Em 25 anos de carreira, atleta ajudou a alavancar modalidade no mundo
Por: Rafael Nascimento - 01/03/2016 07:32:54

Aos 42 anos, Emanuel Rego anunciou na noite da última segunda-feira sua aposentadoria do vôlei de praia. Atleta mais vitorioso de todos os tempos da modalidade, sua trajetória, moldada em 25 anos como profissional, se confunde com a própria evolução do esporte - que atualmente é um dos que mais rende medalhas e orgulho ao Brasil. Referência dentro e fora das quadras, não é exagero  classificar o vôlei de praia como antes e depois de Emanuel.

Em termos de conquistas, ninguém no vôlei de praia obteve tanto prestígio: foram 150 vezes no lugar mais alto do pódio. Em termos de representatividade, Emanuel ajudou a formar gerações de atletas que hoje brilham no cenário nacional e internacional, além de alavancar a modalidade mundo afora. Por onde passa, seja no Brasil ou no exterior, o jogador recebe o carinho do publico que acompanha o esporte, e com simplicidade retribui a atenção com sorrisos, conversas informais, autógrafos e fotos.

Natural de Curitiba (PR), Emanuel iniciou sua carreira em 1991, nas quadras do Curitibano. No mesmo ano, surgiu o interesse pelo vôlei de praia, que após a realização do primeiro Campeonato Mundial, quatro anos antes no Rio de Janeiro, passara por um momento de afirmação no país, com a realização da edição número 1 do Circuito Banco do Brasil. Em 1994, em parceria com Aloísio, o jogador conquistou seu primeiro título de expressão, o Brasil Masters, vencendo na decisão Franco e Roberto Lopes, um dos principais times da época. 

No mesmo ano em que o país chorava a perda do eterno ídolo Ayrton Senna, Emanuel começaria a trilhar o caminho do sucesso. Ao lado de Zé Marco, conquistou o bicampeonato brasileiro (1994/95) e esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, quando a modalidade foi inserida no programa olímpico. 

Os anos seguintes, com José Loiola como parceiro, seriam mais um importante capítulo na formação do ídolo Emanuel. Em três anos juntos, Emanuel e Loiola foram campeões mundiais em 1999 e considerados pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) como a melhor dupla dos anos 1990. No auge, o paranaense chegou aos Jogos de Sidney como aposta certa para a conquista de medalha, mas o favoritismo não se traduziu em resultados, e a dupla não passou de um nono lugar. Do momento de angustia, Emanuel tirou forças para se reinventar e , calejado, partir para um novo - e vitorioso - ciclo olímpico.

Ao lado do eterno parceiro Ricardo, sagrou-se campeão olímpico em Atenas 2008 e consolidou, até ontem a noite, com o anúncio de sua despedida, o principal time de todos os tempos do esporte. Multicampeão e dono de um carisma ímpar, tornou-se uma espécie de embaixador do vôlei de praia no mundo, ajudando a disseminar o esporte por onde passou. Seu capítulo final como atleta, junto com Ricardo, acontecerá durante o Grand Slam do Rio, primeiro grande evento do Circuito Mundial em 2016 e que acontece de 8 a 13 de março, na Cidade Maravilhosa.


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