Campeonato Mundial

  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Campeões brasileiros, Ricardo e Emanuel impuseram seu jogo para vencer os russos.

Vitórias suadas na Holanda

Ricardo/Emanuel e Alison/Bruno Schmidt vencem de virada e seguem invictos
Por: Redação - 28/06/2015 19:31:42

Duas duplas entraram em quadra neste domingo (28.06) pela segunda rodada da fase de grupos masculina do Campeonato Mundial 2015, realizado na Holanda, e avançaram à sequência da competição. Pelo grupo G, cuja sede fica na capital Amsterdã, Ricardo e Emanuel fizeram um jogo de superação e venceram, de virada, os russos Oleg Stoyanovskiy e Artem Yarzutkin por 2 sets a 1 (17/21, 21/13 e 18/16). Quem também precisou suar para manter 100% de aproveitamento foi a dupla Alison e Bruno Schmidt, que venceu de virada Jefferson Santos Pereira e Cherif Younousse, em partida válida pelo grupo C e disputada em Apeldoorn.
 
Amanhã é a vez de Álvaro Filho e Vitor Felipe enfrentarem Christian Garcia e Francisco Alfredo Marco, da Espanha, às 10h (horário de Brasília), pela segunda rodada do grupo K, enquanto Pedro Solberg e Evandro jogam contra os mexicanos Lombardo Ontiveros e Juan Virgen, às 12h. Já garantidos entre os 32 melhores times do campeonato - que na fase inicial classifica os dois primeiros colocados de cada chave, além dois oito melhores terceiros colocados -, Alison e Bruno Schmidt decidem amanhã às 13h a primeira colocação de seu grupo, contra os austríacos Clemens Doppler e Alexander Horst. Ricardo e Emanuel encerram a primeira fase na próxima terça-feira, contra o forte time da Espanha formado por Pablo Herrera e Adrian Gavira.
 
Pela segunda rodada do grupo G, Ricardo e Emanuel entraram em quadra contra Oleg Stoyanovskiy e Artem Yarzutkin, e diferentemente dos adversários pela estréia no Campeonato Mundial o time da Rússia deu trabalho aos brasileiros. Com a vitalidade a seu favor, os russos, de 18 e 19 anos, respectivamente, abriram 8/3 nos minutos iniciais da partida, após grande presença na rede de Stoyanovskiy. Experientes, os atuais campeões do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia pediram tempo, e ajustaram a estratégia. Com Emanuel sacando mais cadenciado, o jogo de Ricardo se sobressaiu no ataque, e a dupla chegou ao empate, em 12/12. Com a ajuda da rede o time russo voltou a ficar em vantagem, em 17/13, e levaram o primeiro set, com 21/17.
 
Assim como no primeiro set, a Rússia iniciou a etapa com grande volume de jogo, abrindo 4/2 em bloqueio do camisa um, que mede 2,05 m. Na base da experiência, Ricardo e Emanuel novamente fizeram bem a leitura do jogo e viraram o placar para 8/6, após grande cortada do paranaense. O Brasil seguiu com o controle do jogo, levantando o público a cada bola virada na arena central de Amsterdã - que foi ao delírio com o 21o ponto brasileiro, anotado por Emanuel após grande saque.
 
No tie-break, a categoria de Ricardo e Emanuel prevaleceu sobre a juventude russa. O time verde e amarelo saiu em desvantagem no set desempate, mas buscou o jogo em 8/7. Stoyanovskiy e Yazutkin não se entregaram, virando novamente o jogo para 13/11. Foi a hora que a torcida brasileira faria a diferença. Sob gritos de “eu acredito”, Ricardo e Emanuel tiraram forças para empatar em 14/14, salvar dois match points e fechar o jogo  em 18/16.
 
“Foi um jogo difícil, não conhecíamos esse time da Rússia, foi a primeira vez que os enfrentamos. E eles vieram muito a vontade para essa partida, sem tanta responsabilidade. Demoramos um pouco para sentir como era realmente o tempo do jogo, a forma com que teríamos que jogar para vencer. O terceiro set também foi muito complicado, mas deu tudo certo, conseguimos manter a regularidade na virada de bola e deu tudo certo. Agora vamos brigar pela liderança da chave contra a Espanha, vai ser o jogo mais difícil até aqui”, analisou Ricardo.
 
Emanuel aproveitou para destacar a força da torcida brasileira em Amsterdam, que segundo ele teve um papel fundamental para o time conseguir virar a partida. “Na hora que estamos jogando um jogo intenso como esse buscamos energia de todos os lados. Muitas vezes eu puxo essa energia do Ricardo, mas hoje realmente quem fez a diferença foi a torcida. Com os gritos de ‘eu acredito’a gente também acreditou que era possível virar o jogo. Era um time jovem da Rússia, eles jogaram super bem e fizeram pontos maravilhosos no tie-brake. Mas o que importa é fazer a diferença no final, e conseguimos fazer isso com a experiência”, ressaltou o atleta.

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