Campeonato Mundial

  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Juliana/Maria Elisa (foto) entram em rota de colisão com campeãs brasileiras Larissa/Talita.

Confronto verde-amarelo nas oitavas

Larissa/Talita e Juliana/Maria Elisa se enfrentam, e só uma dupla segue na disputa
Por: Rafael Nascimento, da Holanda - 01/07/2015 22:09:48

O Brasil terá um duelo verde e amarelo nas oitavas de final do Campeonato Mundial, realizado até o dia 05.07 na Holanda. Na manhã desta quarta-feira (01.07) em Amsterdã, Larissa e Talita utilizaram a experiência para levar a melhor sobre as jovens australianas Mariafe Artacho del Solar e Nicole Laird por 2 sets a 0 (21/18 e 21/17). Também na arena instalada no centro da capital holandesa, Juliana e Maria Elisa fizeram um jogo de superação e venceram Tanja Goricanec e Tanja Huberli, de virada, por 2 sets a 1 (18/21, 21/18 e 15/9). Nesta quinta-feira os times se enfrentam às 10h (horário de Brasília) por uma vaga nas quartas de final da competição, cujos confrontos acontecem na sequência do dia.

Ágatha e Bárbara Seixas e Taiana e Fernanda Berti também conquistaram grandes resultados e se garantiram na fase de oitavas. Em Apeldoorn, a paranaense e a carioca venceram as canadenses Jamie Broder e Kristina Valjas por 2 sets a 1 (14/21, 21/16 e 15/7) e enfrentam outra equipe do Canadá, Melissa Humana-Paredes e Taylor Pischke, às 9h. Já a cearense e a carioca fizeram um jogo seguro contra Norisbeth Agudo e Olaya Pazo, da Venezuela (2 sets a 0, com parciais de 21/12 e 21/14) e disputam um lugar nas quartas contra as espanholas Elsa Baquerizo e Liliana Fernandez, em partida que será disputada às 7h30 em Haia.

Taiana e Fernanda Berti foram as primeiras a entrar em quadra pela fase eliminatória do Campeonato Mundial, e a dupla dominou as venezuelanas Norisbeth Agudo e Olaya Pazo, na cidade-sede de Haia. No início da partida Fê Berti colocou a parceria em vantagem, com grandes ataques. Pela primeira vez uma dupla do país sul-americano participava da competição, e Agudo fez as brasileiras se movimentarem intensamente em quadra. Só que  até após o tempo técnico, onde o placar indicava 12/9 para o time brasileiro, a empolgação deu lugar a inexperiência, e as adversárias passaram a acumular vários erros não forçados. Com isso, Taiana e Fernanda Berti abriu larga vantagem, fechando o set em 21/12.

Na segunda etapa a parceria seguiu com o controle absoluto do jogo, com Taiana segura na defesa e Fê Berti dominando a rede. Sem grandes dificuldades, as brasileiras fecharam o set em 21/14 e o jogo em 2 sets a 0. “A gente vem trabalhando a parte psicológica antes mesmo do campeonato, sempre conversamos muito com toda a equipe. Estamos mais que preparadas para qualquer situação que a gente precise encarar. Esse é o momento de colocar em todo o esforço e treinamentos em prática, estamos nos sentindo muito bem”, disse Taiana após o jogo.

Sob forte calor em Apeldoorn, Ágatha e Bárbara Seixas encararam Jamie Broder e Kristina Valjas, do Canadá, que se classificaram em terceiro lugar na fase de grupos mas deram muito trabalho para o time do Brasil, que obteve o melhor desempenho em sua chave. Buscando o jogo sobre a paranaense, o Canadá abriu 5/1 logo nos minutos iniciais. As brasileiras passaram a explorar as diagonais e diminuíram a diferença para dois pontos, com 9/7. Forçando o jogo na rede, o time adversário voltou a se distanciar no placar, com 15/10. Cada tentativa de Ágatha na rede era frustrada por Kristina Valjas, e o time rival encaminhou o primeiro set, fechado em 21/14, após corte no corredor de Jamie Broder.

Precisando reverter a desvantagem do set anterior, Ágatha e Bárbara Seixas adotaram uma postura mais agressiva na segunda etapa, e abriram 8/4, com a carioca aparecendo muito bem no ataque. Os time alternaram bons momentos mas o Brasil se manteve na frente, abrindo 17/11 com Ágatha explorando o block. Em largada consciente da camisa dois, a parceria fechou o segundo set em 21/16, forçando o set desempate.

O tie-break foi todo verde e amarelo. Sob ritmo intenso, a dupla abriu 4/0 e obrigou o Canadá a recorrer ao tempo técnico. Com o jogo encaixado, Ágatha e Bárbara Seixas selaram a vitória, de virada, em 15/7. “Apesar de o time do Canadá ter se classificado somente como terceiro lugar, essa foi nossa a quarta vez que a enfrentamos, e a partir do momento que você enfrenta muitas vezes a mesma equipe as duplas passam a se conhecer muito bem. Foi um jogo muito difícil, começamos o jogo muito devagar, nossa tática não funcionou.  Já no segundo e terceiro set tivemos paciência e executamos o que deveríamos ter feito desde o início da partida”, analisou Ágatha.

“O Canadá nos persegue. A gente sempre cruza com duplas canadenses em diferentes etapas. Humana-Paredes e Pischke formam um time novo, que começou a rodar o Circuito Mundial ano passado, mas já está dando trabalho para muita gente. Não existe jogo fácil aqui, também já fizemos jogos duríssimos contra elas, então vai ser muito mais uma questão de atitude, de imprimirmos nosso ritmo na partida”,  projetou Bárbara Seixas.

Com dois times já classificados às oitavas de final do Campeonato Mundial, restavam as duplas sediadas em Amsterdã entrar em quadra e confirmar a classificação para a próxima fase. Juliana e Maria Elisa fizeram um jogo muito movimentado contra as suíças Tanja Goricanec e Tanja Huberli  - e largaram em desvantagem, as as adversárias abrindo 3/0. As brasileiras reagiram, igualando o placar em 7/7, mas a Suíça anotou quatro pontos consecutivos e seguiu em vantagem. A diferença aumentou para cinco pontos, com 15/10, após saque na medida de Tanja Huberli. As atuais campeãs do Circuito Mundial novamente buscaram o jogo, chegando a ficar apenas um ponto atrás no placar após grande bloqueio de Juliana. Mas, no fim na etapa inicial, as suíças conseguiram converteram o set point, alcançando 21/18.

A derrota no set anterior não estava nos planos de Juliana e Maria Elisa, que partiram em busca da virada. A santista soltou o braço para marcar um ace e deixar a dupla em vantagem, com 5/3. Vibrante, Juliana entrou de cabeça na partida, vencendo duelos na rede e levantando a torcida que lotou a arena central da capital holandesa. As atletas mantiveram a vantagem até que Maria Elisa explorou o bloqueio de Goricanec para fechar a segunda etapa em 21/18 e levar a decisão para o tie-brake. Consciente, a dupla início o set desempate abrindo 2/0, e não largou mais a ponta. A carioca conquistou o match point após levar a melhor na rede de consolidou a vitória no set, fechado em 15/9. “Foi um jogo muito complicado, a gente começou cometendo muitos erros, mas felizmente conseguimos nos encontrar em quadra, e principalmente se ajudar. A gente se encontrou, respirou e voltou para o jogo, saindo de um momento de muita dificuldade. Essa superação faz a diferença em uma competição como essa”, disse Juliana.

Sobre o confronto contra Larissa e Talita, Maria Elisa foi taxativa ao afirmar que o favoritismo está do outro lado da rede. “Elas são favoritas. A gente não escolhe adversário, mas estamos preparadas. As duplas se enfrentam bastante no circuito brasileiro, mas a gente só não pode cometer os mesmos erros da partida de hoje. N
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