Campeonato Mundial

  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Campeãs do Circuito Mundial, Juliana/Maria Elisa avançam com moral no Mundial.

Com a bola toda na Holanda

Brasil confirma grande momento, vence e se aproxima de pódio 100% nacional
Por: Rafael Nascimento, da Holanda - 02/07/2015 23:24:39

O Brasil está muito próximo de fazer história no Campeonato Mundial da Holanda. Na tarde desta quinta-feira (02.07) três duplas femininas avançaram à semifinal da competição, e pela primeira vez em dez edições um país tem a chance de conquistar as medalhas de ouro, prata e bronze. Podem estar no pódio 100% verde e amarelo as duplas Ágatha e Bárbara Seixas e Juliana e Maria Elisa, que venceram seus confrontos pelas oitavas e quartas de final e se enfrentam nesta sexta-feira, às 15h45 na cidade-sede de Haia, por um lugar na grande decisão. Do outro lado da chave, Taiana e Fernanda Berti lutam pela outra vaga na final às 14h45 contra as alemãs  Katrin Holtwick e Ilka Semmler. O Sportv transmite ambas as partidas.

Pela fase de oitavas de final, Taiana e Fernanda Berti entraram em quadra invictas e com a missão de bater as espanholas Elsa Baquerizo e Liliana Fernandez para alcançar as quartas do Campeonato Mundial. As rivais começar o jogo sob ritmo intenso e abriram 7/3. Com o aproveitamento fantástico de Fê Berti na rede, as brasileiras foram diminuindo a diferença e chegaram ao empate (14/14), após forte cortada da carioca. Com moral no jogo, a parceria fechou a primeira etapa em 21/17. O nome da etapa final foi Taiana. Tecnicamente perfeita na defesa e nas viradas de bola, a cearense levantou a torcida em Haia e freou qualquer reação do forte time da Espanha. No fim, Fernanda Berti emplacou mais um bloqueio para fechar o set em 21/19.

Na segunda partida do dia, Taiana e Fernanda Berti encararam as australianas Louise Bawden e Taliqua Clancy. No primeiro set as adversárias entraram com uma proposta defensiva muito bem desenhada, e conseguiram praticamente anular os contra-ataques brasileiros, fechando a etapa em 21 x 15. A segunda parcial foi favorável ao Brasil. Com o saque encaixado e a virada de bola eficiente, a parceria começou em vantagem, com 12/9. Taiana e Fê Berti seguiram na frente e em uma cortada da carioca marcaram 21/16, levando a decisão para o terceiro set. O tie-break foi ponto a ponto, elas conseguiram 2 match point, mas mantivemos a calma e acreditando na vitória marcado pela intensa disputa. Durante praticamente toda a etapa decisiva os times estiveram empatados. No fim, após salvar um match point, as brasileiras conseguiram a virada e venceram por 18/16.

“O jogo foi tenso. As australianas jogaram super bem, atacando forte e fugindo do bloqueio o tempo inteiro. No segundo set começamos melhor, o jogo encaixou e levamos a decisão para o tie-break, que foi ponto a ponto. Mas em nenhum momento deixamos de acreditar na vitória. A gente falava uma para a outra, ‘vamos, que a gente vai conseguir’, e deu certo. Acho que a nossa união, nossa força de vontade foi o que determinou o final do jogo”, disse Fernanda Berti. 

Em Apeldoorn, Ágatha e Bárbara Seixas tiveram como adversárias pelas oitavas Melissa Humana-Paredes e Taylor Pischke, do Canadá. As rivais iniciaram a partida em vantagem, mas as brasileiras buscaram o jogo rapidamente. Com Ágatha dominante na rede, o Brasil conseguiu virar o placar, em 13/9, e se distanciar. Bárbara Seixas aproveitou para fechar a primeira etapa em 21/15, em largada rente à rede. A carioca estava com o fundamento afiado, e anotou 2/0 no início do segundo set. Com um cardápio variado de jogadas, as brasileiras seguiram melhores na virada de bola (18/11), ficando muito próximas das quartas. O ponto do jogo veio de Bárbara Seixas, em nova largada no fundo da quadra: 21/14.

Nas quartas, as campeãs da última etapa do Circuito Mundial enfrentaram as chinesas Fan Wang e Yuan Yue. Minutos antes do início da partida, uma fina chuva começou a cair sobre a arena instalada na cidade do interior holandês, deixando o clima mais ameno, ao menos, fora de quadra. Dentro das quatro linhas, o jogo foi quente. A partida começou em equilíbrio, com ambas as equipes bem postadas em quadra e confirmando seus serviços. No bloqueio de Ágatha, a dupla quebrou o serviço chinês para abrir 8/6. Com ataques velozes, Fan Wang e Yuan Yue se recuperaram e viraram o jogo para 14/12. O Brasil voltou a empatar a partida, e na reta final do set fechou na etapa, em ace de Ágatha (21/18).

Na segunda parcial a chuva caiu de vez em Apeldoorn, e as brasileiras se mantiveram ligadas no jogo, não deixando as chinesas buscar reverter o revés do set anterior. Cada ponto convertido pela parceria ia minando a confiança chinesa, que passou a errar mais. Após grande troca de bolas, Bárbara Seixas anotou 18/16 em largada na diagonal. Na sequência da partida, já com o match point, a carioca liquidaria o set, em 23/21. "A gente sabia que seria um jogo muito difícil contra a China. Mas o mais importante é que a gente acredita muito no nosso potencial como time, e no trabalho que toda a equipe vem fazendo. Chegamos muito preparadas, e mesmo nos momentos de oscilação estávamos muito confiantes no precisava ser feito. Isso ficou claro pela nossa atitude, e fez com que a gente se superasse. Vai ser nosso terceiro jogo contra Juliana e Maria Elisa no Circuito Mundial, mas quem está de parabéns é o vôlei de praia brasileiro, com três times na semifinal no campeonato do mundo. Nós atletas e todo mundo que trabalha com o voleibol sabe das dificuldades do esporte em alto rendimento, então é um momento especial”, disse Bárbara Seixas.

Duelo verde e amarelo

O confronto mais aguardado do dia de decisões no Campeonato Mundial envolveu dois dos principais times brasileiros da atualidade. De um lado, Larissa e Talita, campeãs do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia e que alcançaram as oitavas de maneira invicta. Do outro lado da rede estavam Juliana e Maria Elisa, campeãs do Circuito Mundial 2014 e que começavam a crescer na competição.  Como era esperado, foi um duelo parelho. Por se conhecerem muito, as duplas procuraram explorar ao máximo as falhas individuais adversárias durante a partida.

No primeiro set, Larissa e Talita entraram mais atentas em quadra e abriram uma boa vantagem, que chegou a ser de quatro pontos. Juliana e Maria Elisa reagiram e a partir da segunda metade do set mantiveram um jogo equilibrado, reduzindo a vantagem das rivais a um ponto. Mesmo assim, Larissa e Talita souberam administrar o confronto e mantiveram a frente até o final, fechando o set em 21/19.

No segundo set, ainda que Juliana e Maria Elisa tenham largado na frente, Larissa e Talita voltaram a explorar o fundo de quadra para virar o jogo. A partir do 14/14, o confronto transformou-se em um duelo eletrizante, com as duplas empatando seguidamente. Porém, Juliana e Maria Elisa reassumiram a vantagem e no final do set conseguiram abrir três pontos para fechar o set em 21/18.

No tie break, o ritmo não foi diferente. Mas prevaleceu a experiência de Juliana. A jogadora ditou o ritmo do set decisivo, o que definiu a vitória de sua dupla. Em um dos tempos solicitados, quando venciam por 11/8, Maria Elisa disse a Juliana. “Agora precisamos controlar a ansiedade, evitar erros de saque e ser frias”, decretou. O conselho serviu como nunca: Juliana e Maria Elisa se aproximaram da vitória sobre uma estratégia que uniu calma e muito jo
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