Olimpíadas

  • Crédito: Heuler Andrey/CBV

    Talita confia que esforços levarão dupla ao pódio olímpico
  • Crédito: Heuler Andrey/CBV

    Larissa e Talita comemoram mais um título na temporada
  • Crédito: Heuler Andrey/CBV

    Talita confiante na preparação para os jogos Rio 2016.

Talita está em plena missão olímpica

Atleta fala da parceria com Larissa e como ela encara a chance de triunfar nos Jogos Rio 16
Por: Rafael Nascimento - 03/12/2015 16:44:23

Nas Olimpíadas de Pequim, Talita ficou com o 4º lugar no torneio feminino de vôlei de praia. Na época, jogava ao lado de Renata. Agora, com Larissa como parceira, a atleta revela de que forma encara a segunda chance para conseguir triunfar nos Jogos Olímpicos. Confira:

Você é natural de Aquidauana, na região pantaneira sul-matogrossense. Como começou sua trajetória com o esporte?
Tenho um tio que é técnico, o Luiz Alberto (mais conhecido como Melão), que colocou meu primo Luizinho para jogar vôlei. Como temos quase a mesma idade, brincávamos muito na infância, e eu e ele éramos os sobrinhos mais altos. Como todo técnico, meu tio influenciou os sobrinhos, mas ele e meu primo moravam em Campo Grande-MS. Então, comecei a treinar em Aquidauana. No início, fiquei apenas uns dias, pois era uma turma mais velha, que já jogava muito bem e eu não sabia sequer atacar uma bola. Decidi parar de ir aos treinos e voltei quase um ano depois.

Sua atuação sempre foi marcada por parceiras com atletas de ponta. Isso contribuiu de alguma maneira para o desenvolvimento do seu jogo?
Sempre tive a oportunidade de trabalhar com pessoas competentes, com as quais aprendi muito. São pessoas dedicadas e bons profissionais. Acredito que quando se trilha o caminho correto só se encontra esse tipo de pessoa. Hoje, sou uma atleta melhor graças a todas as parceiras que eu tive. Todas me ajudaram a evoluir, a realizar meus sonhos, a querer mais. Agradeço a cada uma delas.

Apesar de os Jogos Olímpicos do ano que vem serem no Brasil, o torneio olímpico não é necessariamente uma novidade para você. O fato de já contar com experiência olímpica, e estar habituada ao formato da competição, contribui?
Claro, essa experiência ajuda. Apesar de ser diferente, estarei jogando com outra parceira, um novo sonho, um novo time, mas o objetivo é o mesmo. Tudo que passei poderá ajudar, aproveitando o que foi bom e melhorando o que não foi.

Em Pequim 2008, ao lado da Renata, por pouco você não foi ao pódio – ficou em quarto lugar. Está chegando a hora da tão sonha medalha olímpica?
Estou trabalhando para isso, treinando e me dedicando para alcançar um objetivo que não é só meu, e sim do meu time.

Como você enxerga o processo de renovação do vôlei de praia brasileiro?
Hoje temos muitos torneios de base. Isso ajuda muito. Já temos grandes jogadoras que fazem parte da nova geração, e que estarão representando o Brasil da melhor forma.

Desde o anúncio de sua parceria com Larissa, muito se falou que, com foco, nasceria um grande time. E dentro de quadra vocês apresentaram um jogo muito casado, conquistando o título brasileiro, vencendo a corrida olímpica e se garantindo nas Olimpíadas. A que se deve esta química com a Larissa?
Ao fazermos a escolha de jogar juntas, sabíamos do potencial uma da outra. Mas sabíamos que precisaríamos nos doar 200% para fazer dar certo. Isso só foi possível pela decisão que tomamos de jogar juntas, da disposição em fazer tudo funcionar e da felicidade em dividir a quadra. O resultado se converteu em vitórias.

Qual a importância do trabalho do técnico Reis Castro, juntamente com a comissão técnica, para o sucesso da equipe?
Quando estamos jogando, muito se fala de Talita/Larissa. Mas sem uma grande equipe seria difícil conquistarmos tantos títulos. Sem a doação máxima de cada componente da equipe, não formaríamos um time tão forte. Eles são fundamentais para o sucesso da dupla.

Apesar dos resultados, 2015 foi um ano marcado pela alta exigência física. Mesmo com uma preparação especial, seu corpo cobrou a conta pela alta sequência de jogos durante a corrida olímpica, onde a parceria, inclusive, abdicou de jogar o Major Series de Stavanger para preservá-la. Este foi o momento mais delicado desta caminhada olímpica?
O esporte de alto rendimento sempre exige muito. Esse ano acabei me lesionando no início da corrida olímpica, e sair dessa situação não foi fácil. Mas nos fortaleceu como time, crescemos como atletas e como equipe.

Pela maturidade e segurança de seu jogo, você considera viver o melhor momento de sua carreira?
Estou vivendo um bom momento e acredito que tudo que vivi até aqui me ajudou. Todas as experiências vividas me fizeram uma atleta melhor, mas o processo de aprendizagem é constante.

A pressão por resultados ano que vem será grande. Ainda mais para a dupla considerada número um do Brasil, e que desde que se formou venceu praticamente tudo o que disputou. Como vocês lidam com a responsabilidade de representar a tradição do vôlei de praia nacional mundo afora?
Sabemos o que é representar o Brasil no vôlei de praia e ficamos felizes com a expectativa em relação ao nosso time. Se ela existe, estamos conseguindo corresponder dentro de quadra e estamos construindo nosso caminho com muito suor e muito trabalho, dividindo com nossa equipe essa responsabilidade boa.

 


Gol Linhas Aéreas Nissan
Compartilhe



Veja também...

    Deixe um comentário

    Seu e-mail não será publicado. Campos Obrigatórios *

    Publicidade
    Publicidade
    Publicidade