Olimpíadas

  • Crédito: Denis Ferreira Netto/CBV

    Momento em que Walsh desloca o ombro, durante Grand Slam de Gstaad.
  • Crédito: Divulgação/FIVB

    Kerri Walsh está entre as maiores de todos os tempos da modalidade.
  • Crédito: FIVB

    Kerri Walsh em ação durante o Circuito Mundial 2015.

Por Rio 2016, Kerri Walsh luta contra o tempo

Tricampeã olímpica se recupera de cirurgia no ombro direito para buscar seu 4º ouro
Por: Redação - 09/12/2015 14:18:19

Se o Brasil foi soberano nas areias mundo afora em 2015, conquistando os títulos masculino e feminino do Campeonato Mundial e Circuito Mundial, quando o assunto são as Olimpíadas os Estados Unidos também têm muito o que comemorar – principalmente pelas três medalhas de ouro conquistadas por Kerri Walsh Jennings. Aos 37 anos, a multicampeã luta contra o tempo para se recuperar de uma cirurgia no ombro direito e se qualificar aos Jogos Olímpicos do Rio, ano que vem.

“A recuperação tem sido incrível. Estou à frente do cronograma, mas não muito longe do previsto. Estamos na pós-temporada agora, então eu não estaria jogando vôlei de qualquer maneira. Então agora eu estou me concentrando apenas no fortalecimento do meu ombro e todos os músculos e estruturas de apoio. Também estou trabalhando em meu corpo de dentro para fora. Estou dando tudo de mim para as coisas acontecerem no próximo ano”, afirmou Walsh, à revista norte-americana Parade.

O procedimento no ombro direito de Walsh, realizado em setembro, era inevitável. A atleta deslocou o ombro direito duas vezes no Circuito Mundial, a primeira delas em maio, durante a disputa do Grand Slam de Moscou, na Rússia. A segunda lesão ocorreu em julho, durante a disputa do Major Series de Gstaad, na Suíça.

Na oportunidade, Kerri Walsh e sua companheira April Ross enfrentavam as brasileiras Ágatha e Bárbara Seixas pelas quartas de final. Mesmo com o ombro avariado, Walsh seguiu na partida e, sacando por baixo, aplicou 2x0 nas atuais campeãs mundiais, em um jogo memorável.

Após a demonstração acima da média de força de vontade nos Alpes Suíços, a atleta seguiu atuando para marcar presença no ranking olímpico, e mesmo longe das condições ideais alcançou a decisão do Grand Slam de Long Beach (EUA) em agosto, vencido por Larissa e Talita.

A vontade de atuar nas areias de Copacabana é tanta que, além da parte física, a medalhista de ouro em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012 também trabalha no desenvolvimento mental, com um treinamento que visa a resistência.

“É tão divertido. Quero dizer, essa é a próxima fronteira. Basicamente eu faço um programa chamado Versus, que basicamente treina meu cérebro como se fosse um músculo. Estou trabalhando minha neuro-agilidade e foco de resistência, todas essas coisas que são realmente vitais para ganhar uma medalha de ouro. Com isso estou realmente vivendo uma vida melhor, mais equilibrada. É um trabalho de amor. É realmente muito divertido, e definitivamente estou vendo resultados”, revela Kerri Walsh.

Atualmente, 640 pontos separam a dupla Walsh/Ross da 17ª colocação do ranking olímpico. Para a qualificação, é levado em conta os 12 melhores resultados da parceria para o ranking olímpico, entre 1º de janeiro de 2015 e 12 de junho de 2016. Caso não se classifiquem via ranking, e tenham participado no mínimo de 12 competições, os times poderão ainda disputar a Continental Cup, torneio classificatório aos Jogos e que acontece em Sochi (Rússia), em julho de 2016.


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