Olimpíadas

  • Crédito: FIVB

    Reinder Nummerdor: experiência no vôlei de quadra melhora o jogo na areia.
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    Nummerdor em ação no Mundial da Holanda: perda do título amadureceu a dupla.
  • Crédito: FIVB

    Entrosamento com Christiaan Varenhorst é diferencial para buscar medalha no Rio.

À espera de uma revanche no Rio

Holandês Reinder Nummerdor promete vir forte para os Jogos Olímpicos, e projeta medalha
Por: João Teixeira e Altair Santos - 19/01/2016 11:44:17

No campeonato mundial de vôlei de praia, disputado no ano passado na Holanda, a dupla anfitriã Reinder Nummerdor e Christiaan Varenhorst perdeu a final masculina para os brasileiros Alison e Bruno Schmidt. O gosto amargo da derrota tem servido de motivação para que o time se prepare para os Jogos Olímpicos de agosto, no Rio. O objetivo é buscar medalha. Se pintar uma revanche contra os campeões mundiais, melhor ainda. É o que revela Nummerdor na entrevista a seguir:

Como você começou sua história no vôlei?
Meus pais foram jogadores de vôlei e, por influência deles, comecei cedo, aos 7 anos. Meu pai foi meu técnico por cinco anos, desde o meu primeiro treinamento.

Por muitos anos você jogou vôlei de quadra e chegou à seleção da Holanda, participando de duas Olimpíadas (2000 e 2004). Qual o segredo daquela geração?
Sinceramente, acho que a sorte ajudou bastante. Sucedemos uma geração que havia sido medalha de ouro nos jogos de Atlanta (1996) e isso permitiu que os jovens jogadores que estavam vindo tivessem estímulo para atuar em alto nível. Por exemplo, tínhamos uma liga nacional forte. Mas hoje esse estímulo já não existe. Não há dinheiro para as equipes contratarem bons jogadores.

Como aconteceu a transição para o vôlei de praia?
Eu e Richard (Schuil) estávamos há 10 anos viajando com a seleção nacional, além de disputarmos a Liga Italiana. Havia o desejo de voltar para casa, ter uma agenda menos cheia. Foi aí que no verão de 2005, por brincadeira, nos inscrevemos em um torneio de vôlei de praia. Ganhamos duas competições nacionais na Holanda e as pessoas passaram a nos incentivar para formarmos uma dupla. Voltamos para jogar mais uma temporada de quadra na Itália e em abril de 2006 dissemos: “Ok, vamos fazer isso!”. Assim passamos a nos dedicar 100% para o vôlei de praia.

Você é um dos atletas mais respeitados no circuito. A técnica desenvolvida no vôlei de quadra favoreceu seu jogo na areia?
No vôlei de quadra, a recepção do saque e a defesa de uma bola é muito mais difícil. Exige mais agilidade, pois a bola viaja com mais velocidade. No vôlei de praia, isso me ajudou bastante.

Qual o momento mais marcante de sua parceria com Richard Schuil?
A primeira medalha de ouro no World Tour no Bahrein 2007. Aquilo teve um impacto enorme sobre nós, provando que éramos capazes, além de ajudar a impulsionar o vôlei de praia na Holanda.

Agora você está com uma nova dupla, fazendo parceria com Christiaan Varenhorst, e já acumulando bons resultados. A altura dele faz a diferença?
Quando comecei a jogar com o Richard, em 2006, ele foi um dos jogadores mais altos do bloqueio. Hoje em dia, estaria na média. Para competir por medalhas, é quase uma exigência ter um bloqueador alto como o Christiaan. Então, com certeza, a altura dele tem feito a diferença.

Em 2015, a Holanda recebeu o Campeonato Mundial de vôlei de praia, em um grande evento. Que lições você destacaria daquele importante momento?
Que as pessoas na Holanda amam o voleibol. Por duas semanas só se falava do Mundial nas redes sociais dentro do país, além da ampla cobertura da televisão, que naturalmente ajudou muito.

Falando sobre o Campeonato Mundial, você e o Christiaan Varenhorst tiveram um desempenho impressionante, mas perderam a final para Alison e Bruno Schmidt. O que faltou para ganhar o campeonato?
Estávamos mentalmente preparados para aquela final. Dominamos o primeiro set, mas, provando por que formam a melhor dupla do mundo, eles reagiram. Mesmo assim, no terceiro set tivemos várias chances de ganhar o jogo. Talvez tenha faltado correr mais riscos, porém foi um grande aprendizado para nós e, certamente, nos tornou uma dupla mais forte.

Qual é o processo para renovar os jogadores holandeses no vôlei de praia? Existe algum projeto ou incentivo para as gerações futuras?
Temos um programa muito bom no momento, que está revelando jogadores muito talentosos para o futuro. Enquanto continuamos em atividade, vamos inspirando os jovens a continuarem no programa.

O que você espera para os Jogos Olímpicos Rio 2016?
Será uma competição muito difícil. Haverá muito equilíbrio e fará a diferença a dupla que chegar bem preparada não apenas fisicamente, mas mentalmente, e com motivação para buscar o pódio.


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