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  • Crédito: FIVB.

    Ágatha e Duda ficaram na terceira posição do ranking mundial do circuito 2017.

Ágatha e Duda aliam experiência e juventude

Em sua primeira temporada, dupla alcança relevantes resultados e já está entre as melhores do mundo
Por: Redação - 30/11/2017 13:34:30
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Ao término dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Ágatha revelou que não atuaria mais ao lado de Bárbara Seixas, após conquistar a medalha de prata em Copacabana. Experiente, a paranaense precisou encontrar uma parceira para construir do zero o ciclo olímpico rumo à Tóquio 2020, e a escolhida foi Eduarda Lisboa, a popular Duda.

Logo na primeira temporada atuando juntas, a dupla mostrou força e conquistou grandes resultados em 2017, aliando a experiência de Ágatha, de 34 anos, e a juventude de Duda, de 19 anos. A mais “velha” revelou em entrevista ao Beach Majors Series que ensina todos os dias a companheira mais nova e tem orgulho da pupila.

"Eu sabia que apesar de ela ser jovem, eu poderia ajudar ainda mais", explica Agatha. "Embora essa tenha sido sua primeira temporada, ela está aprendendo todos os dias. Ela tem um grande potencial como atleta. A diferença de idade é legal, ela traz a juventude e a personalidade e venho com a experiência. É uma mistura muito legal”, analisou a campeã mundial na Holanda em 2015.

Na primeira temporada do Circuito Mundial, Ágatha e Duda ficaram desde o príncipio entre as melhores do ranking mundial e terminaram o ano na terceira colocação. Em maio, na etapa quatro estrelas, a dupla conquistou a medalha de ouro no Rio de Janeiro. Além disso, destaque para as pratas do Major de Fort Lauderdale, nos EUA, e do WT Finals de Hamburgo, na Alemanha.

Os resultados relevantes em 2017 aconteceram graças ao desempenho da dupla dentro de quadra e o excelente relacionamento fora dela, que ajudou no processo de amadurecimento de Duda. "Nosso relacionamento é incrível dentro e fora da quadra", diz Duda com entusiasmo. "Mesmo que Agatha tenha 15 anos mais do que eu, ela me ajudou com tudo o que eu preciso como jogadora profissional de vôlei de praia e como pessoa", revelou.

"Agatha joga há muito tempo", reconhece Duda. "Ser capaz de aprender com ela é muito especial e essa experiência que eu tive jogando no circuito adicionou muito valor. Eu a admiro muito e isso é muito importante para o nosso relacionamento dentro e fora da quadra", agradeceu.

Ágatha e Duda não escondem que o principal objetivo da equipe é Tóquio 2020 e conseguir quebrar o tabu de conquistas do ouro olímpico feminino que não acontece desde Atlanta 1996. "Falamos muito e ambas estamos focadas no objetivo principal de chegar a Tóquio", explicou Agatha. "Com este objetivo em nossa mira, queremos melhorar todos os dias", salientou.

Duda também seguiu a mesma linha da parceira. "Nossa vontade de estar juntas e apontar para um objetivo: Tóquio", disse. "Isso é o que nos mantém aprendendo uma com a outra diariamente", confirmou.

Além de vitórias dentro de quadra, Ágatha acredita que pode deixar um legado para vida de Duda, que é considerada a principal promessa do vôlei de praia brasileiro. "Estou muito feliz e tenho o prazer de ver a evolução de Duda como um ser humano", enalteceu. "Quando terminarmos o ciclo, ela será outra Duda. Eu adoro contribuir com ela porque tenho o prazer de fazer”, finalizou.

Ágatha e Duda se preparam para o primeiro desafio da temporada 2018 que será a etapa quatro estrelas de Haia, na Holanda, que acontece entre os dias 3 e 7 de janeiro.



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