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  • Crédito: FIVB.

    Clemens Doppler e Alexander Horst deixaram os austríacos felizes no Campeonato Mundial.

Amizade que dá orgulho aos austríacos

Com boa convivência dentro e fora de quadra, Doppler e Horst ficaram com a prata no mundial
Por: Redação - 05/12/2017 13:53:38
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Experientes, Clemens Doppler e Alexander Horst conquistaram na última temporada do Circuito Mundial da FIVB um resultado histórico. Atuando em casa, a dupla austríaca ficou com a medalha de prata do Campeonato Mundial disputado em Viena. Com o resultado, Doppler e Horst são os novos ídolos da torcida apaixonada pelo esporte.

Apesar da derrota na final diante dos brasileiros Evandro e André, os austríacos viveram um conto de fadas durante os 10 dias de competição na quadra montada na Ilha do Danúbio. Em entrevista ao site Beach Major Series, Clemens Doppler e Alexander Horst afirmaram que amizade foi um ponto essencial na conquista. Porém, o começo da parceria foi complicado.

Passando da casa dos 30 anos, os austríacos têm uma personalidade forte e isso causou alguns problemas no início. "Houve muitas brigas e discussões nos primeiros anos", diz Doppler, que fez 37 anos em setembro.

"Houve muitas discussões. Eu acho que poderia nos descrever como dois machos-alfas. De repente, havia uma equipe composta com esses dois personagens e nos enfrentamos. Havia duas personalidades fortes que não se entendiam", revela.

Horst segue na mesma linha. "Eu costumava ser o chefe que cortava meus antigos parceiros", conta o jogador de 34 anos. "Mas nós sabíamos que éramos mais ou menos o mesmo tipo de pessoa. Com certeza, no começo, não era fácil encontrar a maneira perfeita de que todos estivessem bem, mas, à medida que envelhecemos, melhoramos e agora a situação está melhor". analisa.

No entanto, a relação da dupla mudou nos últimos três anos graças aos ensinamentos e a convivência com o técnico Robert Nowotny, ex-atleta austríaco. "Tivemos sorte de que Robert fosse nosso treinador, ele era perfeito para nós", diz Clemens. "Nós três crescemos juntos e Robert foi o mentor e mediador de nossas discussões. Alex respeitou Robert e não teria funcionado de outra forma", afirma Doppler.

E a ajuda de seu treinador, acredita Horst, é uma das principais razões por trás do sucesso em um país que se tornou famoso em todo o mundo do vôlei de praia. "Esse foi definitivamente o nosso segredo", revela Horst. "É importante que todos nós somos amigos. No início, Robert nos ajudou a superar esses momentos difíceis. Agora, com a idade e a experiência, sabemos o que funciona e o que não”, conta.

Os vice-campeões mundiais afirmam que têm uma excelente relação e que adoram estar um com o outro em todos os momentos, sejam eles dentro e fora de quadra. "Para mim, não é possível brincar com alguém com quem não gosto ou com quem não posso sair para jantar", conta Horst. "Passo tanto tempo com essa pessoa que, se eu não gosto dele, não posso me divertir. É importante fazer mais do que simplesmente jogar voleibol de praia", confessa.

Clemens Doppler acredita que a dupla está em plena afinidade. "Agora eu sei com certeza que você precisa de química para que uma equipe funcione. Na quadra, é claro que ajuda se ambos os jogadores são talentosos, mas, nesses momentos críticos durante um jogo, é importante que você confie na pessoa próxima a você”, enaltece.

“Você precisa dessa confiança. Eu não estou dizendo que é 100% necessário confiar em seu parceiro, mas acho que isso ajuda quando você está passando 200 dias juntos e dormindo no mesmo quarto de hotel", finaliza.

Visando a temporada 2018, a dupla já está ansiosa para voltar aos torneios do Circuito Mundial e acredita que amizade vai contribuir para que os objetivos sejam atingidos.



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