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  • Crédito: CBV

    Veteranos foram homenageados no último domingo.

Medalhistas em Pequim recebem homenagem de 10 anos

Duplas medalhistas foram homenageadas no aniversário de uma década da conquista
Por: Redação - 27/11/2018 17:51:30
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Desde a primeira participação em Jogos Olímpicos, em Atlanta 1996, o vôlei de praia sempre rendeu medalhas ao Brasil. E, para celebrar uma década das conquistas em Pequim 2008, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), homenageou os atletas presentes no feito, na manhã deste domingo (24.11). A entrega de placas comemorativas a Márcio Araújo (medalha de prata), Ricardo e Emanuel (medalha de bronze), e aos técnicos Ronald Rocha (prata) e Gilmário Cajá (bronze) foi feita momentos antes da decisão masculina do Open de Campo Grande (MS) do Circuito Brasileiro 2018/2019, na arena montada no Parque das Nações Indígenas.

A homenagem dá prosseguimento à uma série de celebrações dos feitos do voleibol brasileiro. Na Superliga Cimed 2018/2019, que completa 25 anos, também estão sendo entregues 25 placas para personalidades que ajudaram a construir a competição, uma a cada rodada do campeonato. Os atletas e o técnico foram saudados pelo público que lotou as arquibancadas. Fábio Luiz, parceiro de Márcio na final olímpica, e o técnico da dupla, Ronald Rocha, hoje presidente da Federação Cearense de Voleibol não puderam comparecer por já terem assumido outros compromissos profissionais.

Naquela edição dos Jogos Olímpicos Márcio e Fábio Luiz, campeões mundiais em 2005, enfrentaram na grande decisão os norte-americanos Phil Dalhausser e Todd Rogers, que acabaram superando os brasileiros por 2 sets a 1 (23/21, 17/21 e 15/4). Na disputa pelo terceiro lugar Ricardo e Emanuel enfrentaram os brasileiros naturalizados georgianos Renatão e Jorge. Ricardo e Emanuel, que defendiam o título olímpico, venceram por 2 sets a 0 (21/15 e 21/10).

"Aquela final foi sensacional, um momento indescritível da minha vida. Jamais esquecerei essa conquista inédita para mim. Chegar no pódio olímpico representando o Brasil é muito gratificante. E ter este reconhecimento é algo que nos emociona, nos deixa muito gratos e felizes. Termos essa homenagem é muito legal. Parabenizo a CBV por esta lembrança, pois como dizem ‘recordar é viver’”, disse o medalhista de prata Márcio.

Para Ricardo, a medalha corou o trabalho feito ao lado de Emanuel por dois ciclos olímpicos. O atleta ainda destacou a importância de relembrar marcos históricos para a modalidade e para o esporte brasileiro em si.

“Foi um momento muito bacana na minha trajetória ao lado do Emanuel. Estávamos em nosso segundo ciclo olímpico juntos, e conseguimos manter uma sequência muito boa estando sempre os quatro primeiros. E naquele jogo do bronze enfrentamos uma equipe que treinava com a gente, e isso para nosso time foi muito bom. Foi um marco para nossa dupla, duas edições dos Jogos juntos com duas medalhas. Hoje reviver um pouco daquele momento. O reconhecimento da entidade dos atletas e dos técnicos é importante para motivar ainda mais as novas gerações, pois o esporte é feito do que acontece dentro e fora das quadras”, comentou o Ricardo.

Emanuel fez coro ao parceiro de longa estrada. O ex-jogador, que em novembro de 2013 entrou para a história como o maior vencedor de torneios do voleibol de praia, ultrapassando a marca de 150 títulos, ressaltou como a medalha marcou a própria carreira e como relembrar esta conquista valoriza o esporte.

“Fiquei muito feliz de receber esta homenagem da CBV. É uma forma de reviver e renovar o que fizemos de bem no esporte. Eu e o Ricardo tivemos uma parceria muito longa, e uns dos principais resultados nossos foram os que conseguimos em Jogos Olímpicos. O que foi mais especial para nós em 2008 foi conseguir ser a primeira dupla a conseguir duas medalhas seguidas. Outra questão foi nossa dedicação em Pequim, pois o Ricardo vinha de lesão e passamos por momentos bem difíceis, quase ficamos em nono num jogo duro contra a Rússia, mas seguimos adiante e aquela medalha selou nossa trajetória vitoriosa”, relembrou Emanuel.

Técnico de Ricardo e Emanuel em Pequim 2008 e também na campanha do título olímpico em Atenas 2004, Gilmário Cajá ficou contente em participar da homenagem.

“Eu hoje estou aqui para representar todos os técnicos do voleibol de praia, e não só ao time que conquistou aquela medalha de bronze. Esta homenagem é um momento muito especial, que nos lembra uma história importante do nosso esporte. Uma época que nos marcou, lembra todo o trabalho feito desde o início do Circuito Brasileiro em 1991. Conquistar uma medalha é muito difícil, e ser lembrado por isso é muito gratificante. É um marco, e que vai se perpetuando pelas gerações”, falou Cajá.



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