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  • Crédito: FIVB

    Gibb e Patterson durante a Rio 2016.

Gibb/Patterson não existe mais

O pesado trânsito de Los Angeles foi um dos motivos alegados para o fim da parceria
Por: Redação - 14/12/2016 08:38:25

A dupla norte-americana, Jake Gibb e Casey Patterson, acaba parceria que vinha desde 2013, com relativo sucesso no Circuito Mundial e uma participação olímpica, na Rio 2016. Segundo declarações dos atletas um dos motivos principais foi a mudança de endereço de Patterson e o pesado trânsito de Los Angeles.

Gibb e Patterson eram inseparáveis e vizinhos na praia de Huntington Beach, onde eram vistos com muita frequência nas areias da praia californiana treinando ou simplesmente jogando com suas esposas e filhos.Mas quando Patterson se mudou para Thousand Oaks, aproximadamente 120 km de Huntigton Beach, para assumir um trabalho novo, a equipe do ano do Circuito AVP 2016, resolveu finalizar a parceria.

"É cerca de duas horas de carro ao norte, na melhor das hipóteses", disse Gibb em entrevista por telefone. "Poderíamos ter tentado fazer funcionar, mas isso simplesmente não fazia sentido".

Eles chegaram a considerar abrir a dupla, até mesmo antes da parceria se tornar inviável pela distância geográfica, afinal eles não foram muito bem na Rio 2016, ficando em último lugar no seu grupo, depois de uma bela campanha na corrida olímpica, quando chegaram em sexto entre 24 times. Tiveram um desempenho muito ruim, após as olimpíadas, chegando inclusive a perder o segundo posto do país no Circuito Mundial para Tri Bourne e John Hyden.

"Precisávamos de algo para mudar e para acender novamente o fogo", disse Patterson.

O período pós-olímpico é um frenesi para as duplas repensarem suas parcerias e buscar novas para o próximo ciclo olímpico. Kerri Walsh se aproximou de sua ex rival, April Ross, logo após o jogo da final de Londres, em 2012 para discutir uma possível parceria. O que veio a acontecer e ganharam, na olimpíada seguinte a medalha de bronze.

Patterson chegou a procurar Phil Dalhausser, medalhista de ouro olímpico em Pequim 2008. Patterson revelou que decidiu se tornar um especialista defensivo com o objetivo de se juntar com Dalhausser, um excelente bloqueador. Dalhausser ouviu, mas optou de continuar sua parceria com Nick Lucena.

"Ambos os caras são tão unidos, que o pensamento de tentar rompê-los foi difícil para mim", disse Patterson. "Mas você tem que tentar".

Patterson também conversou com Tri Bourne, Theo Brunner e Ryan Doherty, uma vez que o carrossel de busca de parcerias novas parou de girar, Patterson optou alinhar com Brunner, ex-companheiro de Lucena.

"Há muito drama quando os caras estão tentando encontrar um novo parceiro", finalizou Patterson.

Gibb vai jogar com Taylor Crabb, que foi escolhido o defensor do ano do Circuito AVP. Gibb disse que Crabb o faz lembrar de Sean Rosenthal, seu parceiro quando terminou em quinto lugar nos Jogos Olímpicos de 2008 e 2012.

"[Crabb] é incrivelmente talentoso e sua leitura de jogo está acima da média", disse Gibb.

Gibb terá 44 anos durante os Jogos de 2020, em Tóquio. Ele se tornaria o jogador mais velho a participar de uma olimpíada, caso ele consiga uma das vagas norte-americana em Tóquio.

"Eu não posso me afastar deste esporte enquanto eu achar que ainda posso vencer", disse Gibb. "Eu ainda sinto que eu posso, então eu vou continuar jogando", concluiu Gibb.

Gibb e Patterson devem estrear com seus novos parceiros, em fevereiro, no Major Series de Fort Lauderdale, na Flórida, que abrirá o Circuito Mundial 2017.

Veja as novas duplas norte-americanas para a temporada 2017

Tri Bourne / John Hyden (juntos desde 2013)
Phil Dalhausser / Nick Lucena (juntos desde 2015)
Ryan Doherty / John Mayer (juntos desde 2015)
Theo Brunner / Casey Patterson (Novo time)
Taylor Crabb / Jake Gibb (Novo time)
Trevor Crabb / Sean Rosenthal (Novo time)



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